Responsabilidade Social – Afecc: amor transformado em cura

Manter a esperança, resguardando a autoestima e a disposição para lutar pela vida. Pautada por essa missão, a Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) se transformou em referência estadual e nacional no atendimento e na reabilitação de pacientes com a doença. A entidade foi fundada em 1952, por iniciativa de um grupo liderado pelo médico Afonso Bianco e a sua esposa, Ylza. Naquele momento, o único hospital a assistir os pacientes oncológicos, a Santa Casa de Misericórdia, já não conseguia suprir a crescente procura. Por conta da dificuldade de atendimento, o casal mobilizou senhoras da sociedade e criaram a Afecc.

A ideia original, de um abrigo, passou para um ambulatório e depois para um hospital. Os recursos para as obras foram conseguidos através de jantares, bailes, desfiles e bazares. À medida que mostrava a importância de seu trabalho, a instituição foi ganhando o apoio de outras entidades e autoridades. Em 1964, a Afecc recebeu uma marcante contribuição da Central Evangélica da Alemanha. Os recursos e os equipamentos doados pelos germânicos seriam de grande importância, uma vez que em 1967 o Governo Estadual repassaria definitivamente o terreno para a construção do Hospital Santa Rita de Cássia, inaugurado em 1970, ampliando a atenção ao indivíduo com câncer e oferecendo todo o cuidado biopsicossocial à sua recuperação plena.

O Santa Rita é um hospital geral, referência no tratamento oncológico no Espírito Santo. Ylza Bianco seguiu na presidência da Afecc até 1983, ano em que o cargo foi transferido para Telma Dias Ayres. O número de pacientes beneficiados mostra o alcance da associação. O atendimento no hospital saltou de 418.539, em 2005, para 743.155, em 2014. No mesmo período, subiu de 283.394 para 588.643 o total originário do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso comprova a vocação e o trabalho em prol da filantropia, já que o serviço ao SUS supera o atendimento ao paciente particular e de convênios médicos”, falou Telma Dias Ayres.

Além do serviço médico-hospitalar, há todo o cuidado necessário por meio dos programas sociais desenvolvidos pela Afecc. No ano passado, foram realizados 63.982 atendimentos nessas iniciativas, que passam pela doação de alimentação proteica específica para a continuidade do tratamento pós-alta hospitalar, fornecimento de próteses mamárias, entre outros.

Ações desenvolvidas pela Afecc

*Programa de Assistência Integrada (PAI)
*Programa Viva Sorrindo
*Programa Viva Voz Ressocialização dos
*Pacientes Laringectomizados
*Programa de Reabilitação para Mulheres
*Mastectomizadas (Premma)
*Programa Querer Bem
*Programa Bingo para Pacientes
*Programa Transformação e Vida
*Programa Grupo Vida Infinita
*Programa de Hospedagem/Albergue
*Programa Lanche para
*Pacientes/Acompanhantes
*Coral da Afecc
*Programa de Oficinas Terapêuticas

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Atuação que envolve toda a sociedade

A Afecc conta com 287 voluntários atuando em enfermarias, ambulatório, albergue, bazar, campanhas de prevenção, visitas domiciliares, atividades de costura e bordado. A associação recebe pacientes vindos de todo o Espírito Santo e de outros estados.

“Os atendimentos crescem a cada ano, e acredito que essa elevação se deve ao diagnóstico cada vez mais precoce do câncer, o que é ótimo, pois as chances de cura são melhores na fase inicial. E esse trabalho de esclarecimento, de educação, é um dos pilares da nossa missão. Então, o aumento do diagnóstico precoce ajuda a mostrar que estamos no caminho certo”, comentou Telma.

Entre as ações criadas a fim de chamar a atenção para a detecção precoce e do tratamento do câncer está o movimento Outubro Rosa. Em 2000, ele foi trazido para o Espírito Santo e, desde então, a entidade é a coordenadora oficial da mobilização em terras capixabas. A cada ano, no dia 1º de outubro, o governador do Estado dá início, junto com a diretoria da Afecc, às ações. Monumentos históricos, pontos turísticos, prédios públicos e privados são iluminados na cor rosa. “Ter a sociedade envolvida nas ações de alerta para a importância da detecção precoce do câncer, no caso do Outubro Rosa, do câncer de mama, é muito empolgante, emocionante e gratificante. Nós, literalmente, movimentamos o Estado. Fazemos com que todos, independentemente da condição socioeconômica, se envolvam. Entendemos que é importante fazer chegar a toda a sociedade as orientações necessárias para a detecção Telma Dias Ayres (ao centro de branco), presidente da Afecc: atendimento de qualidade, acolhendo o paciente de forma integral e humanizada precoce do câncer de mama e os exames de mamografia”, ressaltou Telma Dias.

Segundo ela, o sucesso da Afecc é alcançado pelo compromisso assumido por cada um dos voluntários. “Levamos muito a sério a nossa missão e o nosso compromisso com a sociedade, tanto que hoje somos referência no atendimento oncológico no Espírito Santo. Trabalhamos para que os próximos 63 anos sejam igualmente vitoriosos”, disse. E assim que percebem como o trabalho é feito, os pacientes parecem sempre voltar. É o caso de Anna Lúcia Cândida, aposentada e moradora de Vila Velha. Ela descobriu em 2012 o tumor, e no mesmo ano tomou conhecimento dos serviços da Afecc. A gente leva um baque quando fica sabendo da doença, mas como tenho muito fé no Senhor, orei e não deixei o câncer me derrubar. Além do apoio da família e dos amigos, conheci verdadeiros anjos na associação. Conversando com uma amiga, fiquei sabendo do trabalho realizado no Hospital Santa Rita e fui até lá. Vi como é maravilhoso, uma bênção na vida de muitas mulheres. Fui operada há 11 meses no hospital, e hoje faço fisioterapia toda terça-feira. Os médicos, os enfermeiros e todos lá são ótimos”, elogia ela, que tem atualmente 69 anos.

São histórias como a de Anna que movem a entidade. E o trabalho não para na Afecc, cuja equipe está sempre focada em melhorar ainda mais o atendimento. “Nosso maior desafio é viabilizar recursos para continuar a oferecer atendimento de qualidade, acolhendo o paciente de forma integral e humanizada, sempre oferecendo um tratamento com tecnologia e profissionais de ponta”, enfatizou a presidente da instituição, que segue aproximando voluntários e pacientes e criando a ligação necessária para um ambiente saudável e propício para a cura.

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